História

A Península Ibérica era habitada nas suas origens por dois povos designados como Iberos e Celtiberos. Um subgrupo destes, fixado ao longo da costa ocidental, foi designado pelos historiadores clássicos como “Lusitanos”, nome tradicional dado por vezes aos portugueses na literatura e nas artes.

Ao longo das suas costas, desde muito cedo se sentiram influências de outros povos navegadores. Os romanos penetraram na Península Ibérica no Séc. III A.C., tendo, 100 anos mais tarde, assumido o controlo de toda a região. Um longo período de estabilidade e desenvolvimento caracterizou a sua presença até ao Séc. V, sendo a língua portuguesa, na sua estrutura, uma clara evolução do latim romano. Foi durante o período da presença romana, nos finais do Séc. I e no Séc. II, que o Cristianismo foi introduzido na Península Ibérica tornando-se um factor determinante da vida e cultura dos povos que ali residem até aos nossos dias. O Império Romano desintegrou-se face às invasões “bárbaras” e durante cerca de três séculos existiu na Península Ibérica um Reino Visigótico. 

Em 711, os árabes atravessaram do norte de África e conquistaram quase toda a Península Ibérica. Da luta contra esta ocupação, chamada “reconquista”, nasceram diversos principados entre os quais o Reino de Portugal.

Em 1143, o Rei D. Afonso Henriques via reconhecida a sua independência face ao vizinho Reino de Leão e Castela, ao mesmo tempo que prosseguia a sua expansão para sul.

Em 1267, com a conquista definitiva do Algarve, Portugal passou a ter as fronteiras que, com mínimas alterações, ainda hoje possui. Da presença árabe na Península, existem numerosos vestígios, não só arquitectónicos e culturais, mas também na língua falada.

 

 

A 1ª Dinastia estendeu-se de 1143 a 1383, quando uma crise grave levou à subida ao poder de D. João I, que iniciava a Dinastia de Avis. Foi neste período, que se estende de 1385-1580, que Portugal se lançou numa expansão marítima sem precedentes e numa série de descobertas que transformaram, não só o mapa do mundo, mas a forma como os homens olhavam para esse mundo. Este período glorioso, que vê Portugal chegar das ilhas do Atlântico (1417) às costas do Brasil (1500), do Cabo da Boa Esperança (1460) à India (1498), Sri Lanka (1503), Tailândia (1511), China (1513), Timor (1512-1514) e Japão (1543), terminou subitamente em 1580, quando um jovem rei português foi morto e o seu exército desbaratado na batalha de Alcácer Quibir, em Marrocos.

De 1580 a 1640, Portugal, mantendo embora a sua independência teórica, foi governado por três reis espanhóis.

Em 1640, uma revolta em Lisboa colocava no trono um rei português e a 4ª Dinastia dos Braganças, que se estende até 1910 e coincide, muito curiosamente, com a Dinastia Qing da China, trouxe ao país novos períodos de grande prosperidade, mas assistiu também a terríveis calamidades, como o terramoto de Lisboa em 1755, as invasões napoleónicas do início do Séc. XIX e uma devastadora guerra civil nos anos 30 desse mesmo século.

Uma revolta popular em 1910 pôs fim à monarquia constitucional seguindo-se a 1ª República caracterizada por uma instabilidade política e pela intervenção de Portugal na 1ª Guerra Mundial, ao lado das forças Aliadas.

A instabilidade política e a crise financeira levaram a uma revolta militar e à instauração de um estado autoritário, à semelhança do que ocorreu por essa época em outros países do mundo.

A incapacidade do regime para resolver muitos dos problemas do país, e a guerra colonial visando impedir a independência das colónias africanas, levou a um golpe militar em Abril de 1974, de onde saiu o regime democrático atualmente vigente.

Em 1986 Portugal adere à UE beneficiando desde então de um período de crescimento económico acelerado e duma melhoria das condições de vida da sua população.


a bandeira nacional

A Bandeira Nacional está dividida em duas partes por uma linha vertical. 
A primeira parte é verde e constitui 2/5 da bandeira. 
A segunda parte é vermelha e constitui 3/5 da bandeira. 
No centro da linha vertical encontra-se um escudo com 7 castelos e 5 quinas a azul.
Á volta do escudo existe a esfera armilar a amarelo.
As 5 quinas simbolizam os 5 reis mouros derrotados por D. Afonso Henriques na batalha de Ourique.
Os 5 pontos brancos dentro de cada quina representam as cinco chagas de Cristo.
Os sete Castelos simbolizam as localidades fortificadas que D. Afonso Henriques conquistou aos Mouros.
A esfera armilar representa o mundo que os navegadores portugueses descobriram nos séculos XV e XVI e os povos com quem trocaram ideias e comércio.
O verde simboliza a esperança.
O vermelho simboliza a coragem e o sangue dos portugueses mortos em combate.
Autores da Bandeira Republicana: Columbano, João Chagas e Abel Botelho.


Informação Detalhada

  • Nome oficial: República Portuguesa
  • Fundação do Estado: 1143
  • Festa Nacional: 10 de Junho - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
  • Língua: Português. O português é ainda língua oficial noutros sete países e é falado por mais de 200 milhões de pessoas
  • Divisão territorial: 2 Regiões Autónomas (Açores e Madeira) e 18 Distritos no Continente
  • Capital: Lisboa
  • Área: 92.212 km2 
  • População (milhares): 10.562 (2012)
  • População activa (milhares): 5.455 (2012)
  • Densidade populacional: 114,6 (2012)(hab/km2) 
  • Moeda: EURO (dividido em 100 cêntimos)
  • Produto Interno Bruto (PIB): 165.387 Milhões EUR (2012)
  • Produto Interno Bruto per capita: 15.635 EUR (2012) 

Clima (temperaturas médias)

  • Costa e Arquipélagos: Inverno - 12º; Verão: 21º
  • Interior e zonas montanhosas: Inverno - 5º; Verão: 25º